Mostrando postagens com marcador comportamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador comportamento. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Welcome to New York: Diário de uma Turista de Primeira Viagem

Vista Empire State



Strawberry Fields




Times Square




Tiffany & Co



Prédio da Loja da Louis Viutton






Vista Circle Line





Vista Circle Line da Estátua da Liberdade



Quem acompanha o Blog da 4Stagioni sabe que adoramos mostrar nossas visões de mundo e principalmente nosso olhar da moda através de experiências como viagens, eventos, arte, culturas, design, personalidades e pesquisas.

Aqui vocês já encontraram relatos de viagens na França, no México, na Argentina, na Turquia, lugares de culturas tão diversas e de identidade tão marcante.

A partir de hoje começo um relato de viagem sobre a cidade de Nova York, uma viagem que foi marcada por belíssimas contradições.

A primeira contradição já começa com a pessoa que aqui escreve. Formada em Relações Internacionais, apaixonada pela diversidade que o mundo oferece, que estudou as relações entre países, mercados, empresas, pessoas, mas que até então não tinha saído do seu quintal.

Não poderia ter escolhido local mais perfeito para iniciar meu "passeio" pelo mundo, Nova York, "Concrete jungle where dreams are made of" , cidade que respira criatividade e cultura e o que eu considero o ar mais cosmopolita do mundo.

Sim, é uma selva de concreto com gigantes arranha-céus, mas também repleta de verde, em seus parques, lagos e jardins que nos remetem aos belos filmes rodados na cidade.

Sim, uma cidade em que o cinza as vezes pode parecer predominante, mas que conta uma história em cada prédio erguido, com fontes brilhantes, nas quais as pessoas sentam com seus ternos para almoçar e conversar no intervalo da corrida pelo sucesso e dinheiro tão marcado por Wall Street e pela 5th Avenue.

Na sua arquitetura o velho e o novo se misturam a cada esquina. Passeamos pela história de Nova York a cada arranha-céu, anos 30, anos 60, anos 2000. Museus, bibliotecas, teatros se misturam com vitrines, outdoors e novos prédios sendo erguidos.

É a cidade mais populosa dos EUA, uma das mais urbanas e populosas do mundo, são milhões de turistas chegando e partindo todos os dias, inlfuenciando o comércio, as finanças, a cultura, a moda e o entretenimento da cidade.
Em Nova York pode-se escutar mais de 170 idiomas ao andar pelas ruas. Na correria da "cidade que nunca dorme" podemos sim pensar nas pessoas como um mar de gente indo e vindo a todo tempo, mas se olharmos de perto cada uma das pessoas caminhando pelas ruas carrega consigo um pouco do mundo e de sua identidade, nos trajes típicos, nas suas tradições, na roupa que veste, na tatuagem que carrega e na lingua falada. São indianos, paquistaneses, judeus, brasileiros, mexicanos, venezuelanos, imigrantes da Costa do Marfim, da Irlanda, do Senegal, todos com um orgulho de sua história, mas americanos também.
A cidade tem problemas comuns das grandes cidades, desemprego, pobreza, violência, mas esses traços negativos são de forma alguma a primeira impressão. É notável a presença do Estado, da infra-estrutura, e principalmente, da responsabilidade cívica dos seus habitantes.

Cada taxi que eu entrava, cada restaurante ou na loja de souvenir eu buscava conhecer a história de alguém, foram muitas histórias. O taxista do Paquistão que trabalhava quase 24 hs, 3 vezes por semana, mas que nos outros dias fazia faculdade. O senhor colombiano que criou sua família em Nova York e que hoje tem orgulho de dizer que sua filha é contadora de um banco importante e resposnável pelas contas da américa Latina, porque falava espanhol. O segurança da LF Store, do Senegal, que quase chorou quando descobriu que era brasileira porque amava nosso futebol, conhecia a seleção brasileira mais do eu mesma. O garçom brasileiro que morava em Nova York há 15 anos, com toda a família e que nos ofereceu vinho de graça e uma agrádavel conversa.

Estou descrevendo todas essas impressões e ainda não falei de moda. Afinal esse é um Blog sobre moda, não é mesmo?

Eu achei importante fazer esse relato antes, porque ele mostra um olhar da cidade através de várias fontes de conhecimento: A arquitetura, arte, cotidiano, museus, restaurantes, prédios, enfim, eu acredito que tudo isso reflete moda. Nos próximos relatos vou descrever um pouco mais sobre as lojas que visitei, a inspiração dos acessórios no Museu Metropolitan, tendências do verão.


Espero que gostem!!!!
Postado por Natalia Karabolad

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

História, moda e sustentabilidade

Osklen: Fibras PET
Anya Hindmarch: I´m not a plastic bag


Prêmio Ethos Valor: 10º Edição



A moda representa uma das principais ferramentas para a análise da evolução histórica do homem, suas relações sociais, políticas econômicas e com o meio em que habita.

Assim como, as grandes perucas e os vestidos sofisticados de Maria Antonieta acompanharam a queda da monarquia com a Revolução Francesa no século XVI, as mini-saias identificaram as mudanças de comportamento e a emancipação feminina na década de 60 e as camisetas florais e calças boca de sino demonstraram o desabrochar da nova juventude na década de 70 evocando a liberdade de expressão.

Todas as manifestações sociais ao longo da história acabaram refletidas no comportamento humano e inevitavelmente na moda.

O próprio movimento da globalização torna-se mais aparente e intensificado quando identificamos os traços da moda mundial, quando reparamos nas ruas de São Paulo, mulheres trajando como acessório os lenços palestinos, ou mulheres em Nova Iorque usando sandálias Havaianas.

A moda representa muito mais do que uma escolha de estilo pessoal ou comportamento, mas mostra-se como importante porta-voz de estilos de vida e ideais, transformando-se assim, numa poderosa ferramenta social, capaz de identificar mudanças e de, acima de tudo, impulsionar novas consciências.

Um exemplo claro deste poder é movimento da consciência ambiental que tem na moda seu grande aliado.

Hoje, o mundo inteiro vem se deparando com as conseqüências das ações irresponsáveis do homem frente ao meio em que habita.

As palavras sustentabilidade e responsabilidade socioambiental nunca foram tão utilizadas.

A todo o momento nos deparamos com novos projetos e campanhas, vindo de todos os setores e segmentos, porém, ainda está muito distante o entendimento de que a consciência ambiental e social é acima de tudo mudança de comportamento, atitudes que refletem em nosso dia a dia.
Comportamento como cidadão, líderes, governo, empresa, enfim como agentes de transformação contínua perante o mundo.

A moda está cada vez mais presente no mercado sustentável. Incentiva a produção de roupas com materiais reciclados ou recicláveis, tecidos naturais tradicionais ou mesmo ecologicamente inovadora.

Esse movimento vem se intensificando justamente porque existe um público mais exigente, que busca informações quanto à procedência dos produtos, assim, muitos fabricantes de roupas buscam se diferenciar usando materiais ecológicos e maneiras mais sustentáveis de produzir.

Nada mais reflete o comportamento do que a moda, assim a pergunta que deixo é:

O que é a sustentabilidade na moda? Como ser consciente na hora da compra? Basta uma marca utilizar produtos sustentáveis como a fibra PET ou lançar uma linha de eco-bags para mostrar-se consciente? A resposta é claramente não, mas não poderíamos colocar todas as possibilidades do que envolve uma cadeia sustentável num único artigo, por isso deixo aqui o desafio e a promessa de um início de artigos sobre o assunto para que novas formas de pensamento possam se abrir.

Deixo também outro desafio para os estudantes e acadêmicos da moda e design. O Instituto Ethos e Jornal Valor Econômico abrem, em 23 de novembro, as inscrições para a 10º Edição do Prêmio Ethos Valor. Inscreva seu artigo ou plano de ensino sobre resposanbilidade socioambiental na moda. Tenho certeza que esta é uma temática ainda não explorada no campo acadêmico e precisa ser implusionada para que mais entendimento e transformações ocorram. Seja você um pioneiro!!!! Para maiores informações
www.ethos.org.br
.